Atualmente não podemos negar a gama de ofertas e o leque de opções que ‘’nossas’’ montadoras nos oferecem, começando pelos carros de entrada e indo até os mais sofisticados propulsores que sustentam belas carcaças, sem deixar de falar é claro na categoria SUV que obteve no Brasil um grande sucesso. Há alguns anos atrás isso não era possível, uma vez que tínhamos modelos limitados e nossa importação até então era fechada, fazendo com que alguns pudessem, através de importadores independentes, realizar seus sonhos. Aqui, tínhamos modelos com pouca tecnologia e alguns até já defasados, como muitos consideravam, porém havia acabamento de qualidade e os carros eram, digamos assim, mais resistentes em algumas partes mecânicas do que os nossos queridos modelos atuais.
Lembro-me de ter tido por um tempo um Escort L, ano 1987, versão esta mais simples da linha Escort, porém tinha um acabamento de série melhor do que de um Gol G5 atual e não é questão de implicância. A Volkswagen por exemplo, já teve seus dias de glória inclusive no próprio Gol, como a versão GL de 1987 até 1994 que dava um banho de qualidade de acabamento nos Gols de hoje, agora lembrem-se, estou falando de acabamento, não de tecnologia embarcada e muito menos de versões top de linha de cada montadora. Outro fato da própria marca ocorreu com o Santana, que no seu lançamento em 1984, na versão CD, tinha um acabamento bem mais sofisticado do que sua última versão de 2006, mesmo sendo ela definida como Comfortline.
O mais interessante, e quero aqui deixar bem claro que não pretendo arrumar confusões ou brigas e sim demonstrar o reconhecimento da perda de acabamento, é que todas as montadoras se incluem nesta questão, pois se você pegar alguns carros do passado, como o Monza, Opala, Santana, mesmo nas versões simples ou até mesmo um Gol Gl, ou que for CL, um Escort L ou GL, um Uno CS, um Del Rey e comparar a qualidade das peças empregadas no acabamento, você vai notar que houve uma diferença enorme com as atuais, que acabaram ficando mais descartáveis, e em alguns carros, diga-se de passagem, até são nojentas, como rebarbas nos plásticos, botões q saem na sua mão, forros de porta que parecem serem feitos para você lavar junto com o carro e por aí vai. Se hoje em dia a tecnologia embarcada que temos entrasse em harmonia com o acabamento de qualidade que tínhamos, sendo ele em todos os segmentos e até mesmo nas versões de entrada, teríamos muito mais carros, e seria muito mais justo pagar o preço que nos cobram quando vamos à uma concessionária, pois para termos um acabamento de qualidade hoje, só desembolsando grandes valores por carrões de qualidade.



