O Brasil literalmente é o país onde tudo pode acontecer e onde tudo se deixa acontecer, seja de qual forma for. Quem não se lembra dos tempos de ouro das décadas de 50, 60 e até meados de 70 onde se destacavam os grandes carros conversíveis, como Impala, Bel-Air, Cadillac e muitos outros que viraram simplesmente lembranças de sonhos concretizados e idealizados por muitos que ainda hoje preservam algumas dessas jóias intactas. Para os que não conhecem essas lendas, vamos então as décadas de 80 e 90, um pouco mais perto, onde já mais sofisticados, os conversíveis marcavam presença por onde passavam e deixavam no ar um certo status. Até os originários e patriotas carros 100% brasileiros como o Gurgel, Puma e Miura faziam sucesso com a versão sem capota que era um convite ao céu aberto e a liberdade limitada que gerava um prazer irresistível. Bom, mas como dizem por aí, alegria que é boa, dura pouco e em meados da década de 90 os últimos e charmosos conversíveis nacionais Escort XR3 e Kadett GSi saíram de cena com a impressão de que deixaram pouca saudade, e nessa saída sem palmas é que me pergunto: Como um país como o Brasil, rico em praias e com um clima super tropical na maioria das estações e das regiões não aderiu à simpatia dos nossos xodós sem capota. Eram belos, charmosos e cheios de atrativos só que nunca obtiveram o mesmo sucesso de suas versões normais, ondes estes fechavam as vendas em alta.
Atualmente os conversíveis são mais avançados, só que agora importados totalmente, que continuam esbanjando charme por onde passam, mas todo charme e requinte tem seu preço, e sendo assim, ainda mais caros e sofisticados somam poucos pontos nas vendas e nós aqui continuamos a pedir por conversíveis nacionais de bom gosto que sejam mais acessíveis e que nos retornem grandes emoções já vividas e presenciadas nos corações dos amantes dos nossos xodós sem capota.

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