domingo, 7 de agosto de 2011

Pointer e Logusss

                                                                                 
                                                                             
           


 O ano de 1993 foi muito interessante para a indústria automobilística brasileira. Vivíamos o retorno do amado Fusca como plano de governo para o tão sonhado ‘’carro popular’’, a Chevrolet apresentava o consagrado mito Omega ao mercado, a Fiat marcou presença na história lançando o primeiro carro mil, a Ford remodelava um de seus sucessos, o Escort e a Volks lançavam dois modelos simpáticos e modernos, Pointer e Logus.
 O Logus era um sedã de 2 portas, de linhas arrojadas e design moderno, em vista dos outros modelos da marca, era um extremo de design. O acabamento era primoroso com detalhes bem resolvidos, apesar de no lançamento não ter adotado a injeção. Na versão GLS era completo, vindo com itens até então presentes apenas no top da marca, o Santana GLSi. O carro era dono de um porta-malas invejoso, possuía um nível de consumo baixo e um desempenho bem considerável. Tinha como pontos negativos a altura em relação ao solo e a carroceria de 2 portas, além da suspensão, que era emprestada do seu irmão Ford, e só.
 O Pointer era um belo hatcback de 5 portas, ou como diziam alguns, um Logus hatch. O desing colocava carros recém-lançados no bolso e segundo informações, reza a lenda que um executivo alto da Volkswagen na Alemanha o elegeu na época o Volkswagen mais bonito do mercado. Indo mais além, fontes ligadas a marca na época chegaram a comentar que os modelos Logus/Pointer inspiraram algumas modificações no desing do Passat alemão. O acabamento seguia a risca do irmão, o desempenho era agradável, o espaço interno era beneficiado pelas 2 portas a mais e o porta malas era suficiente. O Pointer ainda teve um grande atrativo nas suas versões, o modelo  GTi, que era simplesmente o esportivo nacional mais bonito do mercado. Possuía um acabamento diferenciado, freios a disco traseiros e motor nervoso.
 Os modelos foram apresentados ao público e não conseguiram emplacar tão bem no decorrer de suas vendas. Segundo alguns o Logus apresentava defeitos de construção como supostas infiltrações de água em alguns modelos, o Pointer também se enquadrava na mesma denúncia, além do que, os modelos eram relativamente baixos, o que causava grandes dores de cabeça para quem se preocupava com a suspensão. Agora o fato que me deixa mais intrigado é o seguinte, como modelos tão bonitos, ainda mais se comparados à modelos da época, e tão bem acabados não tiverem o devido cuidado da fábrica para se manterem líderes nas vendas. Recordo-me que um saudoso primo taxista comprou em 1995, um Logus CLI 1.6 já modelo 1996, branco, e quem estreou o carro fomos eu, minha mana e minha mãe. Na época tinha 11 anos e achei simplesmente magnífico.O tempo passou, ele ficou com o carro até 1998 e quando o vendeu, foi com pena, porque segundo o mesmo, o carro nunca apresentou um problema sequer. Recentemente, um grande amigo comprou uma conservada versão GLSi de 1995, completo e sua única reclamação foi apenas a falta das 2 portas, pois no mais, o carro era excelente.  Para findar, conheci um engenheiro que possuía uma versão GTi do Pointer que era seu xodó, segundo ele, o carro era excelente, de baixa manutenção e ótima relação custo benefício. Finalmente vem a pergunta, será que realmente foi uma desilusão tão grande assim ou faltou investimento para os produtos deslancharem no mercado?
 Os carros simplesmente são belos e alguns donos sentem saudade, e ainda hoje, com toda esta tecnologia embarcada que temos, modelos GTi do Pointer e Wolfsburg ou GLSi do Logus, quando estão bem conservados chamam atenção por onde passam, despertando a curiosidade de muitos que não conheceram a histórias dos simpáticos modelos da Volkswagen.

Nenhum comentário:

Postar um comentário