O Brasil está crescendo economicamente de uma forma muito impressionante. Empresas multinacionais escolheram nosso país para investirem de forma bruta, apresentando e oferecendo opções interessantes e com isso ampliando e beneficiando nosso mercado de trabalho. A China, responsável por esta grande fatia, decidiu lançar modelos de carros completos a preço de carros ‘’nacionais’’ populares. Pois bem, isso concerteza incomodou as empresas já aqui instaladas que como forma de pressão, decidiram por A mais B que ‘’nossos’’ carros estavam perdendo terreno e nós, simples e sofridos consumidores estaríamos sendo lesados com esta invasão, principalmente oriental. Agora, fomos lesados em quais sentidos? Pois até agora não consegui enxergar os prejuízos, muito pelo contrário, estava presenciando uma nova e breve fase que estaria por vir, onde carros começariam a ter o preço justo pelo que oferecem. Em outras palavras, ‘’nossos’’ carros 1.0 são uma vergonha automobilística, vergonha mais justificada ainda quando pagamos quase R$ 30.000 por um modelo básico. Mas para as indústrias ‘’daqui’’ isto não é prejuízo né, este fato logicamente se resume em um lucro exorbitante que cada ano cresce mais e mais e como em um saco sem fundo, os poderosos não cedem e o governo parece estar passando despercebido sobre tal questão. Pagamos quase 40% de impostos sobre carroças nacionais, que se você quiser acrescentar algo essencial como uma direção hidráulica e um ar condicionado, vixe, pagará o preço que viria a ser oferecido pelas tais ''invasoras'' em seus modelos 1.6 completos. Ou seja, seria isto injusto, você ter a opção de decidir que ao invés de comprar um basicão 1.0, poderia você optar por um 1.4/1.6 completo?Seria injusto termos carros básicos a preços justos?Seria injusto o consumidor gastar seu dinheiro, que muitas vezes é fruto de trabalho sofrido para comprar carros que justificam o que vale?Seria injusto as empresas ‘’nacionais’’ ao invés de incentivarem o aumento do IPI, reduzir o preço dos carros aqui fabricados?Parece que sim, não para nós, mas para as grandes monopolizadoras que abusam em um país que tem tudo para ser uma potência, mas enquanto usar antolhos, vai continuar na escravidão de um mercado capitalista e egocêntrico, onde o povo é o principal vitimado.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Tempra...
Em 1976 se instalaria no Brasil uma fábrica de origem italiana que posteriormente se tornaria uma das primeiras nos rankings de vendas do mercado automobilístico. A FIAT começou pequena, produzindo inicialmente um simpático modelo popular de 2 portas denominado 147. O modelo e seus derivados foram pioneiros na introdução do carro à álcool no país e sofreram poucas modificações até sua retirada de cena. Logo após foram sucedidos, e, diga-se de passagem, bem sucedidos, pelos modelos da família UNO. A FIAT apesar do sucesso que vinha fazendo no decorrer dos anos não encontrava um nicho no segmento de luxo, concorrido até então por Santana, Del Rey, Opala, Monza e posteriormente Versailles, Omega e Vectra. Todo este fato somado à lacuna não preenchida, a FIAT resolve arriscar lançando o TEMPRA, moderno sedã de linhas exóticas, porém bem resolvidas, traseira alta, frente esportiva e posteriormente motores nervosos.
O ano de 1992 foi um ano marcante no segmento luxuoso dos carros nacionais. A GM apresentou o moderno e sofisticado Omega, a VW estava ainda aproveitando o recém-lançamento do novo Santana, a Ford havia apresentado a pouco o Versailles em substituição do Del Rey e a FIAT para não ficar de fora trouxe o TEMPRA. O sedã era algo inédito no mercado, com desenho único, oferecidas em duas versões, a Prata, modelo de entrada, com propulsor 2.08v, acabamento convincente e desempenho considerável, já que seu propulsor era alimentado por carburador, adotando também o catalisador para atender as normas do PROCONVE. A segunda e mais completa, série Ouro, versão top com propulsor 2.0 16v, acabamento de primeira, com detalhes imitando madeira, opção de bancos em couro, lâmpadas nas 4 portas, motor mais nervoso e um conforto exemplar.
A FIAT impressionou o público e a crítica, afinal, o que esperaríamos de uma montadora que não tinha muitas opções no mercado e que seu carro top até pouco tempo antes era um uno sedã completo. Lembro-me que o Tempra logo caiu no gosto de pessoas que até então olhavam a montadora com outros olhos, maus, para ser mais exato, e veio conquistando um público de outra fatia do mercado, e tudo isso era mais impactante por se tratar de um modelo da FIAT.
O ano de 1995 a FIAT inovou com o sedã novamente no segmento, disponibilizando apenas na versão 2 portas e com um apelo esportivo, o TEMPRA Turbo, modelo diferenciado pelas rodas exclusivas de face externas usinadas, aerofólio traseiro e internamente incluía entre os instrumentos no painel, termômetro de óleo, manômetro de superalimentação e também de óleo. O câmbio era comandado por cabos e a embreagem era hidráulica além de um acerto na suspensão, deixando o Tempra Turbo com um jeito firme e indomável. Neste mesmo ano a FIAT adotava mudanças importantes para a linha, como nova grade dianteira, painel de instrumentos modernizado, novos volantes e forros de porta e ainda para a versão de entrada, a FIAT adotava a tão esperada injeção eletrônica. No final de 1995 ela trazia ao Brasil, importada da Itália, a versão perua do Tempra, a SW. Era uma perua de desing exótico que divida opiniões, porém, vinha com novidades agregadas e até então inéditas na linha, como o painel digital opcional e air bag, o que deixou alguns consumidores com a indagação de o porquê da Fiat não implantar este acessório importante de segurança no sedã. A suspensão da perua também era a mesma do Tempra italiano, um conjunto bem resolvido que nas curvas mostrava vantagens.
O ano de 1996 a FIAT realizou no Tempra uma modificação que o deixou mais atual esteticamente. Os faróis frontais de perfil baixo com duplo refletor e as lanternas traseiras traziam uma bolha relevada localiza nas luzes de ré e direção, o carro ficou mais bem resolvido e com um ar mais moderno. A esportiva Turbo 2 portas saía de cena, dando lugar ao Stile, com a mesma mecânica, porém com 4 aportas e apelo mais luxuoso. O Tempra Stile era um dos carros mais completos do mercado, trazia itens de luxo dignos do segmento, com bancos com regulagens elétricas, ar com comando de temperatura digital, vidro com alívio de pressão interna, acabamento que além do couro preto, poderia vir na cor caramelo e retrovisor interno foto crômico. Lembro-me que um amigo meu comprou um Stile branco, que inclusive o tem até hoje, o carro é o top, ou como ele fazia questão de dizer, pacote 6, que incluía ainda uma disqueteria de mala.Era na minha opinião o Tempra mais bonito feito até hoje, o modelo Stile, que vinha precedido das versões HLX que era uma versão luxuosa porém com motor 2.0 16v, mas não deixava de lado o charme dos bancos elétricos, do computador e check-control e das lâmpadas charmosas nas 4 portas e como versão de entrada a SX, que poderia vir nas versões 2.08v e 2.016v, porém para justificar o preço mais em conta, pedia conta giros no painel, os tecidos dos forros eram mais simples e os itens exclusivos de luxo passavam longe, mas nem por isso deixou de ser um legítimo Tempra. Após dois anos, já em 1998 ele recebeu a última modificação, e a FIAT quis deixá-lo com um ar mais moderno, com pára-choques mais arredondados, maçanetas externas em forma de gota e novos logotipos. O carro ficou bonito, mas perdeu a versão turbo e deu ao público um ar de despedida, pois logo seria sucedido pelo Marea e deixaria saudade no coração dos admiradores. O Tempra marcou o mercado brasileiro, inovou com inéditas versões turbo e dezesseis válvulas e honrou com responsabilidade o motivo para o qual veio, levar a Fiat ao mercado de luxo. A Fiat por sua vez e graças ao Tempra viu que precisava de novidades na própria empresa como o segmento de luxo, acabamento até então inédito e acessórios exclusivos, mesmo frente aos carros luxuosos de outras montadoras, abrindo bons motivos para atualmente a FIAT ter avançado tanto no nível de qualidade aqui no Brasil.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Design em progresso, acabamento em regresso
Atualmente não podemos negar a gama de ofertas e o leque de opções que ‘’nossas’’ montadoras nos oferecem, começando pelos carros de entrada e indo até os mais sofisticados propulsores que sustentam belas carcaças, sem deixar de falar é claro na categoria SUV que obteve no Brasil um grande sucesso. Há alguns anos atrás isso não era possível, uma vez que tínhamos modelos limitados e nossa importação até então era fechada, fazendo com que alguns pudessem, através de importadores independentes, realizar seus sonhos. Aqui, tínhamos modelos com pouca tecnologia e alguns até já defasados, como muitos consideravam, porém havia acabamento de qualidade e os carros eram, digamos assim, mais resistentes em algumas partes mecânicas do que os nossos queridos modelos atuais.
Lembro-me de ter tido por um tempo um Escort L, ano 1987, versão esta mais simples da linha Escort, porém tinha um acabamento de série melhor do que de um Gol G5 atual e não é questão de implicância. A Volkswagen por exemplo, já teve seus dias de glória inclusive no próprio Gol, como a versão GL de 1987 até 1994 que dava um banho de qualidade de acabamento nos Gols de hoje, agora lembrem-se, estou falando de acabamento, não de tecnologia embarcada e muito menos de versões top de linha de cada montadora. Outro fato da própria marca ocorreu com o Santana, que no seu lançamento em 1984, na versão CD, tinha um acabamento bem mais sofisticado do que sua última versão de 2006, mesmo sendo ela definida como Comfortline.
O mais interessante, e quero aqui deixar bem claro que não pretendo arrumar confusões ou brigas e sim demonstrar o reconhecimento da perda de acabamento, é que todas as montadoras se incluem nesta questão, pois se você pegar alguns carros do passado, como o Monza, Opala, Santana, mesmo nas versões simples ou até mesmo um Gol Gl, ou que for CL, um Escort L ou GL, um Uno CS, um Del Rey e comparar a qualidade das peças empregadas no acabamento, você vai notar que houve uma diferença enorme com as atuais, que acabaram ficando mais descartáveis, e em alguns carros, diga-se de passagem, até são nojentas, como rebarbas nos plásticos, botões q saem na sua mão, forros de porta que parecem serem feitos para você lavar junto com o carro e por aí vai. Se hoje em dia a tecnologia embarcada que temos entrasse em harmonia com o acabamento de qualidade que tínhamos, sendo ele em todos os segmentos e até mesmo nas versões de entrada, teríamos muito mais carros, e seria muito mais justo pagar o preço que nos cobram quando vamos à uma concessionária, pois para termos um acabamento de qualidade hoje, só desembolsando grandes valores por carrões de qualidade.
domingo, 7 de agosto de 2011
Pointer e Logusss
O ano de 1993 foi muito interessante para a indústria automobilística brasileira. Vivíamos o retorno do amado Fusca como plano de governo para o tão sonhado ‘’carro popular’’, a Chevrolet apresentava o consagrado mito Omega ao mercado, a Fiat marcou presença na história lançando o primeiro carro mil, a Ford remodelava um de seus sucessos, o Escort e a Volks lançavam dois modelos simpáticos e modernos, Pointer e Logus.
O Logus era um sedã de 2 portas, de linhas arrojadas e design moderno, em vista dos outros modelos da marca, era um extremo de design. O acabamento era primoroso com detalhes bem resolvidos, apesar de no lançamento não ter adotado a injeção. Na versão GLS era completo, vindo com itens até então presentes apenas no top da marca, o Santana GLSi. O carro era dono de um porta-malas invejoso, possuía um nível de consumo baixo e um desempenho bem considerável. Tinha como pontos negativos a altura em relação ao solo e a carroceria de 2 portas, além da suspensão, que era emprestada do seu irmão Ford, e só.
O Pointer era um belo hatcback de 5 portas, ou como diziam alguns, um Logus hatch. O desing colocava carros recém-lançados no bolso e segundo informações, reza a lenda que um executivo alto da Volkswagen na Alemanha o elegeu na época o Volkswagen mais bonito do mercado. Indo mais além, fontes ligadas a marca na época chegaram a comentar que os modelos Logus/Pointer inspiraram algumas modificações no desing do Passat alemão. O acabamento seguia a risca do irmão, o desempenho era agradável, o espaço interno era beneficiado pelas 2 portas a mais e o porta malas era suficiente. O Pointer ainda teve um grande atrativo nas suas versões, o modelo GTi, que era simplesmente o esportivo nacional mais bonito do mercado. Possuía um acabamento diferenciado, freios a disco traseiros e motor nervoso.
Os modelos foram apresentados ao público e não conseguiram emplacar tão bem no decorrer de suas vendas. Segundo alguns o Logus apresentava defeitos de construção como supostas infiltrações de água em alguns modelos, o Pointer também se enquadrava na mesma denúncia, além do que, os modelos eram relativamente baixos, o que causava grandes dores de cabeça para quem se preocupava com a suspensão. Agora o fato que me deixa mais intrigado é o seguinte, como modelos tão bonitos, ainda mais se comparados à modelos da época, e tão bem acabados não tiverem o devido cuidado da fábrica para se manterem líderes nas vendas. Recordo-me que um saudoso primo taxista comprou em 1995, um Logus CLI 1.6 já modelo 1996, branco, e quem estreou o carro fomos eu, minha mana e minha mãe. Na época tinha 11 anos e achei simplesmente magnífico.O tempo passou, ele ficou com o carro até 1998 e quando o vendeu, foi com pena, porque segundo o mesmo, o carro nunca apresentou um problema sequer. Recentemente, um grande amigo comprou uma conservada versão GLSi de 1995, completo e sua única reclamação foi apenas a falta das 2 portas, pois no mais, o carro era excelente. Para findar, conheci um engenheiro que possuía uma versão GTi do Pointer que era seu xodó, segundo ele, o carro era excelente, de baixa manutenção e ótima relação custo benefício. Finalmente vem a pergunta, será que realmente foi uma desilusão tão grande assim ou faltou investimento para os produtos deslancharem no mercado?
Os carros simplesmente são belos e alguns donos sentem saudade, e ainda hoje, com toda esta tecnologia embarcada que temos, modelos GTi do Pointer e Wolfsburg ou GLSi do Logus, quando estão bem conservados chamam atenção por onde passam, despertando a curiosidade de muitos que não conheceram a histórias dos simpáticos modelos da Volkswagen.
Ford Del-Rey 1981-1991
A Ford sempre foi no Brasil consagrada pelas suas versões de luxo e dos potentes motores que equipavam os consagrados Galaxie-Landau e Mavericks das décadas de 60/70. Carros de um segmento luxuoso com acabamento primoroso que foram adotados por anos como carros oficiais da presidência, tiverem no final da década de 70, início de 80 com a crise do petróleo, o reinado ameaçado. Com isto, os motores V8 de cilindradas rudes passaram a preocupar o sono dos clientes, levando em 1981, como versão 1982 a Ford lançar um modelo que tivesse o mesmo luxo, porém com um importante diferencial, a economia, adotando para isso o motor CHT 1.6. O carro, dono desta importante incumbência se chamava Del-Rey, modelo de linhas elegantes, teto alto e frente imponente.
O Del-Rey foi lançado inicialmente em duas versões, Prata e Ouro. A série prata era a versão mais simples do modelo, com rodas de aço, vidro traseiro sem antiembaçante, painel simples e desprovido de qualquer equipamento de luxo. O série Ouro fazia jus ao nome, agregando ao pacote, piscas nas pontas dos pára-lamas frontais, painel completo, roda de liga leve exclusivas, acabamento sofisticado nas portas e bancos, direção hidráulica, ar condicionado e travas, vidros e mala elétricas, além ainda de como opcional o câmbio automático e as charmosas luzes de leitura internas com relógio digital frontal fixado no teto do veículo. Com todo este luxo a parte, o Del Rey cumpria seu papel com honra na progressiva substituição do luxuoso e elegante Landau.
Nos confrontos que era disposto a enfrentar, o Del-Rey se destacou em grande parte deles, ganhando inclusive do recém lançado Monza,com uma vitória acirrada em vista dos equipamentos que trazia nas séries completas e do primoroso acabamento interno com o painel mais completo da categoria. De 1982 à 1984 o Del- Rey mudou muito pouco, ganhando neste último ano a versão perua, denominada de Scala, completa de fábrica, porém com uma carroceria já conhecida dos brasileiros.
Em 1985 o Del Rey recebeu seu único face lift, durando até 1991, ganhando novo conjunto frontal com spoiler intergrado a partir das versões GL, lanternas traseiras novas e acabamentos diferenciados, além dos assentos dianteiros modificados para as demais versões. No mesmo ano o Del Rey passou a usar novas nomenclaturas e a Scala passou a ser novamente Belina, só que agora Belina Del Rey, recebendo também as devidas modificações. O L era a versão mais simples do modelo, desprovido até de retrovisor direito, o GL era equipado com calotas e possuía um acabamento mais dedicado, após o GLX, versão de caráter ‘’esportivo’’, que possuía calotas diferenciadas, painel completo e opcionais interessantes como ar, direção e conjunto elétrico e para finalizar, a top Ghia, versão luxuosa e requintada que além de todos os equipamentos da versão Ouro, passou a contar com encosto de cabeça traseiros, com descansa braços, dando um ar ainda mais exclusivo ao modelo. As vendas iam caminhando bem mas faltava ao modelo um motor mais picante, pois apesar de todo conforto oferecido, mesmo nas versões simples, o Del Rey e sua versão perua eram carros pesados, o que os tornavam molengões no desempenho.
No ano de 1987, a Ford se uniu a Volkswagen, criando a Autolatina, maior fábrica automobilística do país. Dois anos após, o Del Rey vive o seu melhor acerto mecânico, ganhando da Volks o consagrado motor AP 1.8, dando um fôlego nas vendas e colocando um sorriso a mais nos clientes fiés do modelo. Apesar de todo este acerto, o modelo passou alguns anos sem sofrer a tão esperada injetada de ânimo que sofreu, e quando isto acontece, ele já está defasado como modelo, abrindo margem para a Ford encerrar sua produção em 1991, sendo substituído pelo Versailles e a Belina, pela versão perua Royale. Os dois modelos da linha Del Rey cumpriram papéis importantes no decorrer dos anos, fazendo clientes fiés e deixando saudade por onde passaram. Até hoje um Del Rey ou Belina quando passam, estando eles em perfeitas condições, desfilam esbanjando imponência e elegância de uma época em que os carros nacionais eram dignos de ter fãs fiés.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Conversíveis, a moda que não pegou...
O Brasil literalmente é o país onde tudo pode acontecer e onde tudo se deixa acontecer, seja de qual forma for. Quem não se lembra dos tempos de ouro das décadas de 50, 60 e até meados de 70 onde se destacavam os grandes carros conversíveis, como Impala, Bel-Air, Cadillac e muitos outros que viraram simplesmente lembranças de sonhos concretizados e idealizados por muitos que ainda hoje preservam algumas dessas jóias intactas. Para os que não conhecem essas lendas, vamos então as décadas de 80 e 90, um pouco mais perto, onde já mais sofisticados, os conversíveis marcavam presença por onde passavam e deixavam no ar um certo status. Até os originários e patriotas carros 100% brasileiros como o Gurgel, Puma e Miura faziam sucesso com a versão sem capota que era um convite ao céu aberto e a liberdade limitada que gerava um prazer irresistível. Bom, mas como dizem por aí, alegria que é boa, dura pouco e em meados da década de 90 os últimos e charmosos conversíveis nacionais Escort XR3 e Kadett GSi saíram de cena com a impressão de que deixaram pouca saudade, e nessa saída sem palmas é que me pergunto: Como um país como o Brasil, rico em praias e com um clima super tropical na maioria das estações e das regiões não aderiu à simpatia dos nossos xodós sem capota. Eram belos, charmosos e cheios de atrativos só que nunca obtiveram o mesmo sucesso de suas versões normais, ondes estes fechavam as vendas em alta.
Atualmente os conversíveis são mais avançados, só que agora importados totalmente, que continuam esbanjando charme por onde passam, mas todo charme e requinte tem seu preço, e sendo assim, ainda mais caros e sofisticados somam poucos pontos nas vendas e nós aqui continuamos a pedir por conversíveis nacionais de bom gosto que sejam mais acessíveis e que nos retornem grandes emoções já vividas e presenciadas nos corações dos amantes dos nossos xodós sem capota.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
carros mil...compensa o que você paga?
O carro 1.0 virou mania nacional, uns gostam por ser econômico, outros por ser simples, outros ainda por ser mais acessível e há aqueles que o possuem como segunda opção. De uma forma ou outra o carro 1.0 se popularizou nacionalmente e é responsável por uma grande fatia do mercado, seja de usados ou novos. A receita não muda desde os primórdios, o acabamento é simples, a manutenção é mais em conta e o motor de cilindrada pequena. Lembro-me de andar na época no primeiro Gol 1.0 que saiu em 1993, era o modelo ‘’quadrado’’ de 45cv que custava para chegar aos 100km/h e cansava qualquer ser humano em uma viagem longa. De lá pra cá muito se evoluiu, e eles ganharam mais equipamentos, alguns cavalos a mais, o desempenho revigorou, alguns se tornaram mais econômicos ainda, porém fica sempre uma pergunta no ar, ‘’O carro mil compensa?’’.
Somos como sempre reféns de burocracias e impostos que muitas vezes nos fazem refletir sobre nosso país, tipo, será que um dia vai melhorar? Produzimos por exemplo 80% do petróleo que usamos, e mesmo assim pagamos um dinheirão por um litro de gasolina. O carro mil entra neste momento para tentar sanar este problema, só que se você consumidor parar para pensar ele compensa sim, em alguns momentos e estes são:
- É solteiro ou se casado for, não tenho filhos.( porque não se iluda, um carro mil, por mais fire que for não foi feito para carregar 5 pessoas e malas).
- More em região sem muitos morros ou serras.( porque por mais que você pise, sempre terá um 1.3 te cortando, isso sem falar daqueles belos "cavalinhos" da scania, volvo e cia. puxando carretas leves ou cheias, que passam por você como se fossem carros 2.0, e não saia da frente para ver!.
- Ande sempre com pé leve.( porque se você resolver pisar fundo e começar a querer fazer do seu carro um legítimo 1.6, terá o consumo de um 2.0 carburado, principalmente se você ficar reduzindo em muitas ultrapassagens).
- Quer um carro zero, não um semi-novo, só que não disponibiliza de muito recurso para comprá-lo. (As vezes é melhor você juntar mais um pouco de dinheiro e comprar um carro 1.4, ou pegar os tais 24.000 reais que a Fiat por exemplo pede num Mille Fire 1.0 e comprar um ótimo carro semi-novo.
Atualmente pelo preço que pagamos em um carro mil novo, compramos opções muito mais interessantes de carros semi-novos, e até mais potentes, como por exemplo, com o dinheiro que disponibiliza para comprar um novo Uno ou um Gol G5, você compra um Honda Civic,um Corolla e muitos outros, só não terão o cheirinho de carro novo, porém te oferecem muito mais conforto e satisfação e talvez até respeito pelo seu próprio dinheiro, isso sem contar que não tem um consumo elevado e carrega muito bem toda sua família.
Os carros mil são ilusórios na maioria das vezes, mas ao mesmo tempo estão ali como alternativas de podermos ter um carro zero, neste ponto é onde entra, ou melhor, onde deveria entrar em cena o governo aplicando o benefício da queda de impostos para podermos ter acesso a melhores produtos por menores preços e isso também se é aplicado à gasolina que continua um absurdo, como em alguns estados, onde alguns postos pedem mais de 3,00 no litro, sendo assim, ficamos com essas opções de compra e vamos para casa com uma leve ilusão temporária de que fizemos um bom negócio quando na verdade estamos ganhando mais uma vez um belo diploma de paciência e esperança para quem sabe um dia melhorarem o respeito por nós consumidores brasileiros.
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